(HJ)
Chega o último dia do ano, muito legal ver a cidade vazia, a rede vazia, tudo vazio. Ainda me lembro do primeiro dia desse ano, absolutamente insuportável. Porém havia algo de novo, uma expectativa para o ano que se iniciava. Vi o ano nascer na televisão. Talvez tenha comemorado aquele dia, por alguns segundos, quase minutos, mas comemorei sim. Para mim era uma nova era que se iniciava e eu estava louco de vontade de sentir-me mais próximo dela.
Mas foi doloroso este ano. A agonia de estar longe dos meus maiores amores fez-me chorar, fez-me sentir saudades. E doeu-me o coração saber dos riscos que meu maior amor corria longe de mim, fez-me suplicar proteção dos céus. Enfim, a agonia amenizou-se, mas não curou. Meu coração fazia-me voltar sempre que possível. Muitos não entenderam meus motivos. Talvez não tenham amor suficiente pra entender ou talvez sejam cegos demais pra me entender.
Eu que neste ano fui a maior parte do tempo alguém nas entrelinhas. Fiz-me uma incógnita e ninguém me entendeu. Por não me virem mais, acho que esqueceram de mim. Poucos os que me viram este ano. Também, eu enfurnado num quarto de poucos metros, ao lado de uma cama e de um computador, nada mais melancólico. Quantas noites virei em claro lamentando a minha aceitação comigo mesmo? Triste, muito triste ter que se aceitar um "pequeno" empecilho na
vida de quem mais se ama. Pensei até em não seguir para o próximo ano. Mas eu pareceria fraco demais e isso faria mal à minha imagem.
E a minha motivação, minha capacidade, minha inspiração? Praticamente foram subtraidas deste ano que "levei de barriga". Este ano que foi quase inútil, mas que aprendi a reconhecer a maior parte do mundo. São capitalistas hipócritas, arrogantes, egocentricos, poucos os que se salvam, talvez nem eu me salve. Não sei. O que será que pensam de mim?
Esse ano eu deixo partir, já é passado. Esse ano que eu esperei passar, que a cada dia que passava me deixava mais contente por estar perto do fim. Deixava, não deixa mais. Pra não deixar uma lacuna na minha história, digo que este foi o ano dos erros, foi o ano que não deve-se espelhar. É o molde com defeito.
Aspiro por um novo ano mais tranqüilo, mais feliz. Porém não tenho esperanças, já que o ano novo inicia-se novamente pela televisão e tudo aqui em volta continua vazio e depressivo. A solidão ainda me cerca e me condena a sobreviver à esta vida. No máximo, faço um plano: conduzir o novo ano para que eu não precisa repetir meu texto no próximo fim de ano. Seja por falta de tempo ou por falta de mim. Já que o próximo ano não promete, por enquanto, novos motivos para sorrir.
Mas foi doloroso este ano. A agonia de estar longe dos meus maiores amores fez-me chorar, fez-me sentir saudades. E doeu-me o coração saber dos riscos que meu maior amor corria longe de mim, fez-me suplicar proteção dos céus. Enfim, a agonia amenizou-se, mas não curou. Meu coração fazia-me voltar sempre que possível. Muitos não entenderam meus motivos. Talvez não tenham amor suficiente pra entender ou talvez sejam cegos demais pra me entender.
Eu que neste ano fui a maior parte do tempo alguém nas entrelinhas. Fiz-me uma incógnita e ninguém me entendeu. Por não me virem mais, acho que esqueceram de mim. Poucos os que me viram este ano. Também, eu enfurnado num quarto de poucos metros, ao lado de uma cama e de um computador, nada mais melancólico. Quantas noites virei em claro lamentando a minha aceitação comigo mesmo? Triste, muito triste ter que se aceitar um "pequeno" empecilho na
vida de quem mais se ama. Pensei até em não seguir para o próximo ano. Mas eu pareceria fraco demais e isso faria mal à minha imagem.
E a minha motivação, minha capacidade, minha inspiração? Praticamente foram subtraidas deste ano que "levei de barriga". Este ano que foi quase inútil, mas que aprendi a reconhecer a maior parte do mundo. São capitalistas hipócritas, arrogantes, egocentricos, poucos os que se salvam, talvez nem eu me salve. Não sei. O que será que pensam de mim?
Esse ano eu deixo partir, já é passado. Esse ano que eu esperei passar, que a cada dia que passava me deixava mais contente por estar perto do fim. Deixava, não deixa mais. Pra não deixar uma lacuna na minha história, digo que este foi o ano dos erros, foi o ano que não deve-se espelhar. É o molde com defeito.
Aspiro por um novo ano mais tranqüilo, mais feliz. Porém não tenho esperanças, já que o ano novo inicia-se novamente pela televisão e tudo aqui em volta continua vazio e depressivo. A solidão ainda me cerca e me condena a sobreviver à esta vida. No máximo, faço um plano: conduzir o novo ano para que eu não precisa repetir meu texto no próximo fim de ano. Seja por falta de tempo ou por falta de mim. Já que o próximo ano não promete, por enquanto, novos motivos para sorrir.
