
(HJ)
Parei pra pensar um pouco no texto e pude compará-lo com a vida, até mesmo me identifiquei ligeiramente com ele. Para que vivemos e somos assim? E por que sonhamos? Qual o motivo de estarmos aqui nesse mundo, perdidos e às vezes desencontrados?
Bem, me culpei por algum tempo e ainda me culpo por não aproveitar a minha vida como deveria. De que adianta uma vida, se não saio do meu casulo, vivo entrincheirado, esquecido, amargurado. Eu quero mais é sair, fugir daqui, partir para a batalha, conhecer o campo de guerra e olhar além das linhas inimigas. Quero esbanjar minha vida, porque vida não se economiza, vida apenas passa se não for vivida.
Não sei pra que tenho tanto amor no coração. Escondo ele o máximo que consigo, deixo ali, guardadinho com muito carinho, mas sem um pingo de razão. Assim como tudo que temos na vida, acredito que tudo tem prazo de validade e de nada adianta guardar qualquer coisa por muito tempo. O tempo passa e depois disso nem lembranças restarão e muito menos os frutos que vejo colherem por aí, nos filmes, nas novelas, nas esquinas da minha rua.
Pois é, temos tanta coisa para ser feliz. A vida por si só já é um bom motivo, desde que seja vivida nos lugares certos, perto de quem se ama, fazendo o que se gosta. o amor está dentro de cada um e é pra ser usado com abundância, a qualquer hora e em qualquer lugar, torna-se inútil o amor em segredo, o amor cerdado de medo. Mas mesmo eu sabendo de tudo isso continuo esse ser submisso, dependente químico, físico, tecnológico. Vivo como um bandido, assassino, preso, na solitária. Quem sabe me falte alguma coisa que eu nem sei o que é ou talvez eu tenha tudo nas mãos, talvez eu só esteja no lugar errado, longe de tudo, ou talvez já esteja soterrado.

