(HJ)
É uma força estranha que me consome;
Assusta e me deixa sem chão, sem voz.
Dá medo pensar em te ver, te ter;
Dá medo o compromisso de te fazer feliz
e me arrependo mesmo antes de tentar,
arriscar, aventurar-se em teu mundo.
Fico a imaginar teus pensamentos,
talvez eu não seja nada do que sonhaste;
Não seja o cara mais lindo,
o mais simpático e sensato,
o mais romântico, mais nato de ti.
Talvez eu não seja teu amor, tua vontade;
Não seja o mais responsável,
o mais ágil e hábil,
o mais talentoso, pomposo.
Talvez eu seja o maior otário;
Seja o cara mais maluco,
o mais sem-noção e inocivo,
o mais hipócrita e inativo.
E talvez tenhas vontade de calar-me
sem nem ao menos ouvir-me;
Ou talvez nem saibas que existo
e, se existo, penso em ti,
nas noites claras sob o véu do luar;
Fingindo escrever-te cartas;
Fingindo ter bravata pra te enfrentar
e ameaçar-te com meu amor.
Eu sei, já percebi. Sou só um fanfarrão;
Sei que minha cura és tu ao meu lado
e mesmo não sendo assim,
inibo-me e vivo a fingir;
Sigo ferindo-me com ilusões,
Discrepando-me de mim mesmo.
Sigo, redundante, na contra-mão;
Sem mãos pra espalmar-me,
retirar-me o fel, despertar-me ao acaso,
para eu ter a coragem de te dizer
tudo aquilo que sonhei de caso pensado.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
sábado, 27 de outubro de 2007
Viver...
(HJ)
Quer saber?
Viver não é isso, não.
Viver é ter motivos para acordar de manhã e sorrir.
É ter vontade de acordar e ver o sol nascer
e ver nascer também um novo dia, uma nova alegria.
É não ter a fúria de sentir a vida passar
e de passar despercebido pelos caminhos,
pelos ninhos de gato desse mundo,
desse imundo lugar que agente "vive".
Viver é mais que isso.
É poder sorrir de si mesmo
mesmo não sendo nada além de humano.
É sorrir com vontade de abraçar
e soltar versos de compaixão.
É ter alguém pra conversar,
alguém pra sentar-se à mesa, pra relaxar.
E nada mais importa além de viver.
Porque viver são os verbos mais bonitos
e mesmo que esquecidos,
ainda existem no coração de almas
que acreditam num mundo menos imundo.
Quer saber?
Viver não é isso, não.
Viver é ter motivos para acordar de manhã e sorrir.
É ter vontade de acordar e ver o sol nascer
e ver nascer também um novo dia, uma nova alegria.
É não ter a fúria de sentir a vida passar
e de passar despercebido pelos caminhos,
pelos ninhos de gato desse mundo,
desse imundo lugar que agente "vive".
Viver é mais que isso.
É poder sorrir de si mesmo
mesmo não sendo nada além de humano.
É sorrir com vontade de abraçar
e soltar versos de compaixão.
É ter alguém pra conversar,
alguém pra sentar-se à mesa, pra relaxar.
E nada mais importa além de viver.
Porque viver são os verbos mais bonitos
e mesmo que esquecidos,
ainda existem no coração de almas
que acreditam num mundo menos imundo.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Fingida
(HJ)
Por que brincas comigo?
Te escondes e me faz louco
caso de mim, faz pouco
Fingi que não vê, que não sente
e que não existo, mente
Dá-me oi, morena
alimenta minha insônia
atormenta minha solidão
aborrece o que meu já é ilusão
"eterno apaixonado..."
Por que brincas comigo?
Te escondes e me faz louco
caso de mim, faz pouco
Fingi que não vê, que não sente
e que não existo, mente
Dá-me oi, morena
alimenta minha insônia
atormenta minha solidão
aborrece o que meu já é ilusão
"eterno apaixonado..."
tosse vaga
(HJ)
aqui sentado, sem remédio pra minha tosse
viajo até você, o passado. passarinho de mim
tento não ser tentado, mas pra mim seu telhado seria mais aconchegante
te procuro nas grutas, nas cavernas, tabernas, e bebo o gim
sinto o sabor crasso do meu silêncio. lenço, traga-me um
pra enxugar minhas lágrimas ou para navegar nesse mar
mar escuro, puro de solidão. ar puro, me embrulha
ainda te vejo nos sonhos, nos espelhos, em mim
e minha tosse aumenta ao lembrar-te
não consegui engolir ainda o suspiro de te amar
"é impressionante como escrevo sem nexo pensamentos sem sentido, sem lógica. loucura!"
aqui sentado, sem remédio pra minha tosse
viajo até você, o passado. passarinho de mim
tento não ser tentado, mas pra mim seu telhado seria mais aconchegante
te procuro nas grutas, nas cavernas, tabernas, e bebo o gim
sinto o sabor crasso do meu silêncio. lenço, traga-me um
pra enxugar minhas lágrimas ou para navegar nesse mar
mar escuro, puro de solidão. ar puro, me embrulha
ainda te vejo nos sonhos, nos espelhos, em mim
e minha tosse aumenta ao lembrar-te
não consegui engolir ainda o suspiro de te amar
"é impressionante como escrevo sem nexo pensamentos sem sentido, sem lógica. loucura!"
sábado, 13 de outubro de 2007
Além do mar
(HJ)
Certas vezes sinto-me que há algo de estranho comigo
é uma certa força, assim meio..., assim esquisita
uma força restauradora e cada vez mais duradoura
Sinto-me um tremendo idiota, um certo alguém
vivo de fantasias que nem sei da onde surgem
e me perco no jogo de palavras da loucura
Sim, sinto-me um louco, um ser desenquadrado
não consigo enxergar a realidade das coisas
é um sentimento desiquilibrado, sendo eu o fator problema
Um problema de sanidade mental, que nunca sequer alguém vai entender
ninguém vai ao menos perceber a falta de postura, de disposição
quiçá o motivo do meu afogamento, o tempero salgado dos meus sentimentos
Eles nunca entenderam que além do mar, as lágrimas também são salgadas
Certas vezes sinto-me que há algo de estranho comigo
é uma certa força, assim meio..., assim esquisita
uma força restauradora e cada vez mais duradoura
Sinto-me um tremendo idiota, um certo alguém
vivo de fantasias que nem sei da onde surgem
e me perco no jogo de palavras da loucura
Sim, sinto-me um louco, um ser desenquadrado
não consigo enxergar a realidade das coisas
é um sentimento desiquilibrado, sendo eu o fator problema
Um problema de sanidade mental, que nunca sequer alguém vai entender
ninguém vai ao menos perceber a falta de postura, de disposição
quiçá o motivo do meu afogamento, o tempero salgado dos meus sentimentos
Eles nunca entenderam que além do mar, as lágrimas também são salgadas
desesperança
(HJ)
certas vezes, esperamos por algo incerto
é sonho, a esperança de viver
outras vezes nos prometem aquilo que queremos acreditar
e acreditamos, para assim perder a esperança
já que nada mais adianta, o que me resta?
já não tenho esperança de ser feliz
não espero mais uma notícia boa
não te espero mais na minha porta
nem sonho mais, é demais para mim
daqui pra frente não tenho objetivos
não tenho vontade de sonhar
de desejar-te e ancorar-te em mim
sigo só, sem rumo, sem motivo
porque não me admira mais ser um estranho
nem me estranho mais
já que agora nada mais é absurdo
nada mais pra mim é como antes
já que antes eu tinha alguma esperança
foi a gota d'água, talvez gotas,
talvez uma tempestade dentro de mim
e minha vontade divina é nada mais além de pó
é sintética a vida, é cinética
e gira sem parar,
pois eu sei que não deveria estar aqui
meu pacto em querer ser eu, me condenou
e agora vivo artificialmente
sem poder conceder-lhe nada
sem nada pra mim, pra me libertar
sigo só e arrependido de sonhar
pois nunca mais poderei dizer
tudo aquilo que um dia ensaiei
tudo aquilo que já não é de se esperar
certas vezes, esperamos por algo incerto
é sonho, a esperança de viver
outras vezes nos prometem aquilo que queremos acreditar
e acreditamos, para assim perder a esperança
já que nada mais adianta, o que me resta?
já não tenho esperança de ser feliz
não espero mais uma notícia boa
não te espero mais na minha porta
nem sonho mais, é demais para mim
daqui pra frente não tenho objetivos
não tenho vontade de sonhar
de desejar-te e ancorar-te em mim
sigo só, sem rumo, sem motivo
porque não me admira mais ser um estranho
nem me estranho mais
já que agora nada mais é absurdo
nada mais pra mim é como antes
já que antes eu tinha alguma esperança
foi a gota d'água, talvez gotas,
talvez uma tempestade dentro de mim
e minha vontade divina é nada mais além de pó
é sintética a vida, é cinética
e gira sem parar,
pois eu sei que não deveria estar aqui
meu pacto em querer ser eu, me condenou
e agora vivo artificialmente
sem poder conceder-lhe nada
sem nada pra mim, pra me libertar
sigo só e arrependido de sonhar
pois nunca mais poderei dizer
tudo aquilo que um dia ensaiei
tudo aquilo que já não é de se esperar
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
ação de cor
(HJ)
O que tens no coração?
Tens cor? Tens ação?
Eu não! Nem sei o porquê desse nome;
Por que coração?
Será por causa da ação de cor?
Da rotina quase infinita desta coisa estranha?
Tão estranha, que arranha meus sentimentos todo dia;
Rotina! Sempre na mesma rota, na mesma linha;
Me deixa maluco, de amor, de raiva, de tédio;
Às vezes até penso se não preciso de um remédio;
Um remédio que caminha, sorri e diz oi;
Me arranha e diz-me para não levar a vida tão a sério;
Diz-me que sou estranho, que não me entende
Extraordinário, extremamente ordinário;
Sou a ordem, a falta de vontade;
Uma falta pra cartão;
A vontade involuntária;
Fiz-me voluntário de você,
mas não tenho cor,
não tenho ação,
me falta uma batida mais forte,
sorte, azar, ventura,
me falta estar à sua altura,
um coração, uma vontade, uma cura.
O que tens no coração?
Tens cor? Tens ação?
Eu não! Nem sei o porquê desse nome;
Por que coração?
Será por causa da ação de cor?
Da rotina quase infinita desta coisa estranha?
Tão estranha, que arranha meus sentimentos todo dia;
Rotina! Sempre na mesma rota, na mesma linha;
Me deixa maluco, de amor, de raiva, de tédio;
Às vezes até penso se não preciso de um remédio;
Um remédio que caminha, sorri e diz oi;
Me arranha e diz-me para não levar a vida tão a sério;
Diz-me que sou estranho, que não me entende
Extraordinário, extremamente ordinário;
Sou a ordem, a falta de vontade;
Uma falta pra cartão;
A vontade involuntária;
Fiz-me voluntário de você,
mas não tenho cor,
não tenho ação,
me falta uma batida mais forte,
sorte, azar, ventura,
me falta estar à sua altura,
um coração, uma vontade, uma cura.
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