sábado, 2 de fevereiro de 2008

Covarde

(HJ)

eu sou apenas um medroso
com medo do risco, meticuloso
medo do meu futuro, da incerteza
fazendo sempre o mesmo com clareza
esperando um milagre talvez
a hora certa, um sinal da minha vez
tenho medo de mudar, de me tornar um só
sozinho por aí, atado com meu próprio nó

procuro alguém pra abraçar
e só acho um violão
pode ser que eu mesmo seja o vilão
me diga o que fazer garota
não deixe eu afundar nas lágrimas da solidão

desperta, dá-me um tapa no rosto
e me faz sentir o arder e o gosto
o amargo perverso da minha fobia
acaba com toda essa agonia
pra eu viver mais intensamente
e realizar meus sonhos, sinceramente
navegar por aí, sem medo da dor
extravasar, infestar o ar com meu amor

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